A ciranda das mulheres que seguem marchando

Queremos agora incitar
O mais rico dos debates
Contra a submissão da mulher
E a favor da igualdade
Pois em todos os espaços
Deve existir no mínimo paridade

A luta da mulher é coletiva
elas cirandam outra história
Coragem para desfazer velho olhar
onde só o homem carrega a glória
E a mulher ficava esquecida
Era sempre a escória

A mulher mostra que é capaz
E quer também falar
Exige o fim do machismo
E vai ocupando cada lugar
Dentro da sociedade
Mostra que sabe liderar

Se o homem sempre se achou
O dono dessa relação
da luta a mulher não arredou
e vai transformando esse mundão
todas juntas, de mãos dadas, a mostrar
Que não existe “machão”
Que em mulher não se bate
em casa, na aula, no trote ou  busão
Elas conquistam com arte
a merecida atenção

A mulher é gente, é livre
Para fazer sua opção
Ninguém pode controlar
Sua cabeça e seu coração
E sobre seu corpo, seu útero
Ter o controle na palma da mão

Negra, indígena, branca
A diversidade não faz mal
Mulher lésbica, bi e trans
quer liberdade sexual
igualdade nas diferenças
mote da sua luta social

Todos nós sabemos
Que a mulher é ser sagrado
Pois dentro de seu ventre
Que ela mantém guardado
O segredo de ser mãe
Daquela/e que terá seu legado
Mas pode optar o contrário
o que deve ser respeitado

De todas as cores e crenças
com muita, pouca ou meia idade
mulher cientista, filósofa e artista
não mostram na universidade
os poderosos opressores
tem medo de sua capacidade

Se a mulher engravida
Na residência universitária
– ora, vejam que absurdo –
Ela é logo rechaçada
Posta pra fora e condenada
mas que universidade é essa
Que nega às estudantes-mães
o direito de ter uma morada

E quando nasce a cria
Como continuar estudando,
Se sempre na creche da UFBA
Tem tantas vagas faltando?
não tem nem estrutura
a reitoria não ta priorizando
Então vai a mãe cuidar de seu filho
E o curso acaba atrasando

Mas na universidade
O sofrimento não é só quando engravida
Ainda temos que lidar
Com os montes de trotes machistas
Onde a mulher é leiloada
Feito mercadoria sem vida

Brigamos pelo fim do machismo
Para que a coisa mude
Vá mais além que o discurso
Queremos ver atitude
Pela igualdade de gênero
Essa causa sempre nos UNE

Negras, indígenas, lgbt’s, trabalhadoras
Toda mulher na labuta
Venha você dar as mãos
dançar a ciranda de luta
Agregar rima a este cordel
mudar o rumo dos ventos
Contra o debate machista
mulheres em movimento
entendendo a luta de classes
vendo no horizonte conquista
em marcha cantando e dançando
a ciranda de luta feminista

Uma resposta em “A ciranda das mulheres que seguem marchando

  1. Essa Ciranda de Lutas vai, junto a cada estudante, construir no dia a dia a luta por uma Universidade sem machismo, sexismo, racismo e homofobia. Passa o sol, passa a chuva, passa o vento… Só não passa o Movimento.
    Chapa 1 Ciranda de Lutas no DCE da UFBa

Essa ciranda não é minha só, ela é de todos nós, ela é de todas nós!

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